Eu Só Quero Ser Feliz
Enviado em 18 de Janeiro de 2009
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Hoje ouvi esta frase e ela me fez refletir.
Felicidade não é um produto pronto que compramos e que tem o mesmo efeito para todos, ela é única para cada um.
O Dr. Edward Bach em seu livro Free Thyself, escrito em 1932, escreveu o texto que resumi a seguir.
É bastante simples a história da vida.
Uma criança decidiu fazer o desenho de uma casa a tempo para o aniversário da mãe. Em sua cabecinha, a casa já estava desenhada; ela sabe como se parece até os mínimos detalhes, só falta colocá-la no papel.
Eis pincel, aquarela e trapinhos e ela, cheia de entusiasmo e felicidade, põe-se a trabalhar. Toda sua atenção e interesse se concentram naquilo que está fazendo – nada pode distraí-la do trabalho.
O desenho é terminado a tempo para o aniversário. Com o melhor de si, ela deu forma à sua idéia de casa. É uma obra de arte porque é toda dela própria, cada traço feito de com amor à mãe, cada janela, cada porta, pintadas com a convicção de que é ali que deveriam estar. Mesmo que se pareça com um celeiro, é a casa mais perfeita que já foi desenhada; é um sucesso porque o pequeno artista pos todo o seu coração e alma, todo seu ser, para pintá-la.
Isso é saúde, isso é sucesso e felicidade e verdadeiro servir. Servir através do amor, em perfeita liberdade, a nosso próprio modo.
Assim descemos a esse mundo, sabendo qual quadro devemos pintar, já tendo nosso caminho delineado através da vida e tudo que nos resta fazer é dar-lhe uma forma material.
Passamos pela vida cheios de alegria e interesse, concentrando toda nossa atenção no aperfeiçoamento daquele quadro e traduzindo, do melhor modo que nos é possível, nossos próprios pensamentos e aspirações para a vida física de qualquer ambiente que tenhamos escolhido.
Então, se seguimos do princípio ao fim nossos próprios ideais, nossos próprios desejos com toda a força que possuímos, não existe fracasso, nossa vida foi um imenso sucesso, uma vida saudável e feliz.
A mesma historinha da criança pintora ilustrará como as dificuldades da vida podem, se permitirmos, interferir nesse sucesso, felicidade e saúde e afastar-nos do nosso propósito.
A criança está pintando, absorta e feliz, quando alguém se aproxima e sugere: “Por que não por uma janela aqui? E, claro, a trilha do jardim devia passar por ali.” Se ela acata, o resultado na criança será a completa perda de interesse pelo desenho; ela pode continuar, mas agora está apenas colocando no papel as idéias de outra pessoa; ela pode ficar contrariada, irritada e infeliz, com medo de recusar estas sugestões; pode começar a odiar o desenho e talvez rasgá-lo; na verdade, a reação será conforme o tipo de criança.
O desenho final pode ser uma casa reconhecível, mas é uma casa imperfeita e um fracasso, porque é a interpretação dos pensamentos de outra pessoa, não os da criança.
Isso é doença, a reação à interferência. Isso é fracasso e infelicidade temporários; e ocorre quando permitimos que outros interfiram no nosso propósito de vida e implantem em nossa mente a dúvida, o medo ou a indiferença.
Muitas vezes, ao longo da vida, vamos modificamos nossas atitudes e reações, e nos perdendo de nós mesmos. Olhando mais para o exterior que para o interior, construímos uma forma de ser que nem de longe se parece com nossa verdadeira essência; bloqueando sentimentos e emoções, algumas vezes para corresponder às expectativas dos outros, outras para não sofrer,vamos aos poucos nos afastando de nossa verdadeira essência.
E quando, em determinado momento, percebemos que nos perdemos de nos mesmos ou percebemos que não somos felizes; que todos os “desenhos” feitos não nos trouxeram a esperada felicidade, a sensação é de vazio e frustração; já não sabemos quem somos e, se temos uma vaga idéia, nos parece impossível resgatar o ser que realmente somos.
Felicidade é um estado que construímos ao longo do tempo; mas primeiro precisamos olhar a vida com a mesma admiração e curiosidade que tínhamos quando criança e descobrir o que é felicidade para nós.
Mas, o que é felicidade? Poderia citar poetas ou filósofos mas acredito que felicidade é harmonia, é viver de acordo com a escala de valores que construímos, em harmonia com nossas crenças e acredito que, principalmente, crescendo como ser humano. Sabendo que não é ausência de problemas nem excesso de prazer, estes fazem parte da vida, felicidade é um processo e a qualquer momento da vida pode ser recuperada.
Então é voltar a atenção para nosso interior, rever escala de valores, crenças, desenvolver as virtudes que consideramos importantes, adotar novos comportamentos, tomar novas atitudes.
É fácil? Não, mas o caminho é a própria felicidade, e neste caminho descobrir aquilo que dá prazer e buscá-los, sempre que possível, para atenuar as dificuldades e deixar mais leve o estresse de recomeçar o “desenho” de nossa vida. E quando percebemos o “desenho” começa a ficar perfeito, é a nossa “casa” e temos a certeza de que, a cada dia, vai ficar mais perfeita, mais repleta, exatamente como idealizamos.
Muitas vezes, no processo de nos perdermos de nós mesmos, perdemos pessoas que nos são caras e que amamos, filhos, pais, amigos e amores. Mas alguém sabiamente já disse – Cuide do jardim que as borboletas vem.
Com certeza há muito mais a escrever mas no momento, só refletir.
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